O estranho desaparecimento de Kris Kremers e Lisanne Froon

em 22/07/2020


No dia 01 de abril de 2014, Lisanne Froon e Kris Kremers, duas jovens turistas holandesas ou neerlandesas como algumas fontes preferem, desapareceram no Panamá. Dois meses depois, alguns de seus ossos foram encontrados, mas a causa de suas mortes permaneceu desconhecida. Em adição à investigação panamenha e as inconsistências do caso, ele ainda é considerado não solucionado.

A viagem das holandesas Kris Kremers, de 21 anos e Lisanne Froon, de 22 anos, inicia-se com a chegada em Bocas del Toro, conhecida como o Caribe do Panamá, no dia 15 de março de 2014. As amigas haviam acabado de se formar na faculdade e juntaram dinheiro durante 6 meses para realizar serviços voluntários e aprender espanhol.


Lisanne e Kris eram conhecidas como pessoas sociáveis e amigáveis, não era a toa que em seus primeiros dias no país, já haviam feito amizade com outros turistas no hostel. Faziam aulas de espanhol, almoçavam e passeavam juntos. No período de 2 semanas, fizeram tudo o que se esperava de turistas em uma cidade tropical como aquela: foram a praias, experimentaram a comida e a cultura local, e festejaram nos bares e boates da região.

No dia 29 de março, Kris e Lisanne partiram para Boquete (não eu não escrevi errado), uma pequena cidade localizada à 150 km de Bocas del Toro e ao norte da província de Chiriquí, a 60 km da fronteira com a Costa Rica. Boquete é conhecida por sua beleza natural e sua vasta cobertura vegetacional. Lá, as jovens iniciariam o trabalho voluntário e, durante o período, se hospedariam com uma host family (família local que hospeda turistas e intercambistas em suas casas). De imediato, foi notado a mudança do clima. Não estavam mais em um local jovem e quente, mas em uma área montanhosa, fria e em ambiente familiar.

Desaparecimento

Lisanne e Kris iniciariam o trabalho voluntário no dia 1º de abril, no entanto, ao comparecerem ao local do projeto, foram informadas de que só poderiam começar na semana seguinte. A desorganização e falta de contato havia incomodado muito as garotas que, nesse mesmo dia, optaram por utilizar do período vago para conhecer a cidade que passariam os próximos dias.

Por volta das 11 horas da manhã, as amigas chegaram ao início da trilha Il Pianista, localizada próximo ao Vulcão Baru. Pianista é uma trilha de fácil caminhada, geralmente percorrida em 3 horas, localizada a 4 km de Boquete. Sendo uma das mais famosas da cidade, seu início é rodeada de casinhas onde moram alguns panamenhos, e tem como destino El Mirador, uma vista panorâmica no topo das montanhas. Como companhia e guia, as meninas levaram o cão de sua host family, Azul.

Foi por volta das uma tarde, apenas duas horas depois, que chegaram ao fim da trilha. Poucas horas haviam se passando quando as coisas começaram a dar errado. Naquela noite, Azul retornou a casa de seus donos sozinho. Acreditando que as meninas estavam curtindo o passeio, a host family não se preocupou. Somente no dia seguinte que a matriarca da família decidiu contatar os pais das jovens para informar sobre o sumiço.

No mesmo período, Feliciano, um guia turístico local, esperou pelas meninas no início da trilha Il Pianista por algumas horas antes de contatar a família que as hospedavam. Lisanne e Kris haviam marcado — e pago — para que Feliciano as levasse até Il Pianista no dia 2 de abril, entretanto, decidiram conhecer a trilha por conta própria no dia anterior.

Apesar da trilha do Il Pianista ser considerada uma trilha fácil, visto que possui um único caminho, a vegetação do Panamá cobre 60% da extensão territorial do país. É uma floresta densa caracterizada pela diversidade de espécies vegetais e animais.

No dia 6 de abril, ambas continuavam desaparecidas — foi quando suas respectivas famílias biológicas resolveram voar até o Panamá para auxiliar nas investigações, levando junto uma equipe respeitável de detetives dos Países Baixos.

Com a chegada dos pais, um valor em dinheiro chegou a ser oferecido para qualquer pessoa com alguma informação a respeito do paradeiro da dupla de amigas.

Os dias continuaram passando e a agonia só aumentava, até que uma residente da própria cidade entregou à polícia uma mochila azul, que teria sido encontrada em um arrozal próximo a um riacho. Em seu interior, estavam guardados um par de óculos escuros, US$ 83 em dinheiro, o passaporte de Lisanne, uma garrafa de água, dois sutiãs e o mais importante: a câmera fotográfica usada pela dupla para registrar seus passeios turísticos e o celular de cada uma delas.


Com o telefone celular das jovens em mãos, as autoridades descobriram que elas tentaram ligar, tanto para a polícia dos Países Baixos (112) quanto para a do Panamá (911), nada menos do que 77 vezes. As duas primeiras chamadas foram efetuadas em apenas 2 horas depois que as turistas partiram; porém, visto que não há sinal telefônico na floresta em questão, as tentativas de pedir socorro foram em vão. Apenas uma chamada conseguiu fazer contato — porém, a ligação caiu em apenas dois segundos.


Além disso, no dia 6 de abril, alguém tentou desbloquear o smartphone de Kris várias vezes usando códigos PIN incorretos. No dia 11, ambos os celulares desligaram por falta de bateria.

Fotos assustadoras

Mais perturbador do que os indícios deixados foram as fotos que a polícia encontrou na câmera recuperada. Muitas fotos mostram o passeio das jovens, mas algumas podem revelar que elas não estavam sozinhas.


El Mirador (o mirante do cume - La Pianista
IMG507: Kris cruzando um pequeno riacho, visto de trás novamente, às 13:54:50.
Alguém utilizou o equipamento para registrar imagens assustadoras na noite do dia 8, incluindo os pertences das jovens espalhados no chão, sacolas plásticas, pilhas de lixo, um espelho e — finalmente — a cabeça de Kris com sangue saindo pelas têmporas.






Convencidos de que as jovens foram assassinadas, os investigadores resolveram olhar melhor o local onde a bolsa foi encontrada.

Foi só então que eles encontraram as roupas de Kris, devidamente dobradas, e, 2 meses depois, um osso pélvico e um pé — ainda dentro do tênis. Logo em seguida, os restos mortais da dupla foram localizados.


Embora o esqueleto de Lisanne parecesse ter passado por um processo natural de decomposição, o de Kris estava esbranquiçado por um motivo que até hoje ninguém consegue explicar. Por mais que os países tenham cooperado durante anos, a morte das garotas segue sem uma resposta.

Mapa da trilha Pianista, caminho que a teoria da perícia acredita que elas fizeram e onde as evidências foram encontradas
Em outubro de 2014 foi divulgado pelo jornal La Estrella de Panamá que, no mês anterior, o Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses do Panamá, recebeu novas evidências. Foi encontrado no rio Culubre um fêmur, uma tíbia e um longo pedaço de pele enrolado (15cm de comprimento, diâmetro irregular) pertencentes a Lisanne. Os restos mortais foram encontrados em agosto e ainda estavam nos estágios iniciais de decomposição.

Com essa análise foi possível definir que as meninas provavelmente morreram na primeira semana de abril. O corpo foi mantido em local úmido, com pouca ou sem exposição ao sol e em baixas temperaturas. A causa da morte não foi determinada, e não havia sinais de uso de armas ou de mutilação.

“Sobre as patologias detectadas, os pesquisadores encontraram periostite, que é uma condição médica causada por uma inflamação no periósteo, uma membrana de tecido conjuntivo que fica em volta do osso. Aparece, normalmente, quando a pessoa acelera a intensidade de treinamento, o que pode causar distensão muscular.”, explica o jornal.

Enquanto a polícia local acredita que uma das meninas tenha se machucado tentando atravessar uma ponte improvisada (Monkey Bridge, no mapa), e a outra, ao tentar buscar ajuda, morreu de fome e desidratação, a teoria não responde diversas peças soltas do caso. A hipótese não explicaria o motivo do desaparecimento de todos os outros ossos, o por quê da pélvis de Lisanne estar sem pele, carne, marcas de dentes e/ou garras e, principalmente, não esclarece por que o pé de Kris foi cortado fora.

A família das meninas sustentam a teoria de que as garotas foram assassinadas. No entanto, a promotora responsável pelo caso, Betzaida Pittí, não. Muitos acreditam que, por isso, ela não deveria ter liderado o caso.

“Seria irresponsável dizer que as meninas foram assassinadas sem fundamento. Eu não tenho nada para comprovar que elas foram mortas. Chegou a mim um boato de que havia uma testemunha que disse que haviam as assassinado. Mandei buscarem essa testemunha e ela estava falando sobre outras pessoas fora do caso. As evidências apontam, até agora, que não houve desmembramento. Quem sabe amanhã eu encontre um crânio com outros sinais.”, justificou Pittí.

Teorias

Sempre que temos algum caso não solucionado, ou cuja solução não seja do agrado geral, surgem teorias, e neste caso não seria diferente. Em fóruns como o Reddit, sites e vídeos no YouTube, pode-se encontrar diferentes ideias para o que teria acontecido com ambas.

Há quem afirme que ambas foram vítimas de homicídio, que é uma das versões mais aceitas.

Há quem acredite também em ataque de animal silvestre, mas como explicado no texto, os ossos encontrados não tinham marcas de dentes ou algo do tipo.

Essa ausência de marcas nos ossos encontrados é usada como argumento para as pessoas que

Outros creem que elas teriam sido vítimas de alienígenas.

Fontes: Mega Curioso e Medium

Quando amanhecer, você já será um de nós...

3 comentários:

  1. Aliens e animais silvestres eu pulo, um caso de homicídio claro, elas devem ter topado com algum maluco cometendo crimes e foram pegas ou algum serial killer que já sabiam dos passos delas ...

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  2. Faço as palavras do Lauro Muller as minhas.
    E galera, caso alguém queira viajar para um local desconhecido, procure por um pacote fechado em uma boa agencia de viagens. É mais caro do que ir por conta própria??? Sim é!!! Mas também é muito mais seguro!!! Vc terá transporte e guia no pacote. Vc não correrá o risco de entrar numa roubada. Vale muito mais a pena! Não existe país totalmente seguro no mundo.

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  3. Quem vive de aventura é Tarzan!!!!
    O mundo é perigoso demais.
    Só viajo com total conhecimento da minha família sibre onde estou e onde vou ficar.

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