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Os estranhos funerais do Zoroastrismo e as Torres do Silêncio


Olá galera atormentada... Hoje volto a falar sobre uma religião chamada Zoroastrismo, religião está que já foi citada em duas postagens aqui no Noite Sinistra e vocês podem acessa-las clicando AQUI AQUI.

Nesta postagem (com imagens fortes) lhes contarei sobre os funerais que o Zoroastrismo realizava e que em alguns poucos lugares do mundo ainda são praticadas, porém por causa de uma intervenção do homem, provavelmente ela se extingue de vez.

A doutrina de Zaratustra foi espalhada oralmente, e suas reformas não podem ser entendidas fora de seu contexto social. O indivíduo pode receber recompensas divinas se lutar contra o mal em seu cotidiano, como pode também ser punido após a morte caso escolha o lado do mal. Os mortos são considerados impuros, então não são enterrados, pois consideram a terra, o fogo e a água sagrados, portanto os corpos são deixados em lugares ou em torres para serem devorados por abutres.

As praticas funerárias

Os zoroastrisnos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias, após esse período seu cadáver se torna impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza não se deve poluí-la com um cadáver.

Na prática, os cadáveres dos zoroastrisnos não não deveriam ser enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados pelos abutres. Abaixo ponho dois vídeos que foram feitos no Tibet e Nepal com processos praticamente parecidos:



Em alguns casos se coloca o corpo (ou corpos) em um local, ou em uma estrutura, conhecida como Torre do silêncio (dakhma).


​Após a morte um cão é trazido perante o cadáver, num ritual que se repete cinco vezes por dia. No quarto onde se encontra o cadáver arde uma pira de fogo ou velas durante três dias. Durante este tempo os vivos evitam o consumo de carne.


​Os participantes responsáveis pelo funeral vestem-se todos de branco, eles evitam o contato direto com o defunto. O cadáver (na maioria das vezes sem roupa) é então depositado na torre do silêncio para que os abutres consumam toda a carne. Depois das aves terem consumido a carne, os ossos são deixados ao sol durante algum tempo para secarem.

Por vários motivos (relacionados, por exemplo, com a diminuição da população destas aves ou com a ilegalidade desta tradição em alguns países) esta prática tem sido abandonada por zoroastrisnos residentes em países ocidentais e até mesmo no Irã e Índia.


As torres do silêncio

As torres do silêncio são construções funerárias de forma circular e simbólicas para os adeptos do Zoroastrismo. São construídas em lugares mais altos facilitando com que os abutres façam o seu papel.



O corpo é colocado no topo da torre para os abutres consumirem sua carne. Após este processo é jogado cal nos ossos para poderem esfarelar e ser jogados em um rio cujo seu curso se dirija diretamente para o mar. Esta parte do processo de esfarelar os ossos é realizada para facilitar no percurso do rio sem que os ossos afundem, pois não se deve tocar o solo.






O fim da tradição

Esta tradição esta praticamente extinta. No ocidente essa extinção se deu por causa das Leis e se usa a cremação (ignorando uma das doutrinas) e suas cinzas são jogadas diretamente no mar. Já no Irã a última torre foi fechada por falta de equipamentos e mão de obra humana para mantê-la.

Já na Índia, onde a pratica é mais usada, o grande problema foi causado pelo ecossistema. O abutre, que tinha uma população de aproximadamente 85 milhões, agora não passa de cinco mil. Tudo isso por causa de um remédio de uso humano e veterinário. Sendo assim, faltam abutres para comerem a carne dos corpos que são depositados nas Torres do Silêncio. Antes não leva mais de três horas para os abutres comerem os corpos. Agora eles passam dias esperando serem consumidos.

O desaparecimento dos abutres na Índia

Na Índia, como a maioria sabe, a vaca é considerado um animal sagrado. Assim eles evitam ao máximo que o animal sofra. E uma das formas de aliviar o sofrimento de animais velhos é dando um anti-inflamatório chamado Diclofenaco que fica na carcaça da vaca quando os abutres se alimentam fazendo que eles tenham problemas renais e levando a morte. Os abutres botam um ovo por ano o que acaba dificultando o crescimento da sua população.

Há um documentário chamado “India Vulture Die – Off Spurs Carcass Crisis” que conta detalhadamente o caso e mostra num trecho o efeito no funeral zoroastrisno.

Abaixo ponho um vídeo explicando este efeito:


by: Elson Antonio Gomes 


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Comentários

  1. Conhecia o Zoroastrismo já, assim como parte desse ritual - existe uma creepypasta chamada Dakhma (Torre do Silêncio) -, mas nunca tinha lido a fundo. Matéria muito boa.
    Só peço que fique mais atento na revisão, porque tem muito erro bobo que empobrece o texto e entedia a leitura.

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