O culto a Melek Taus e os adoradores do Diabo


Os Yazidis (ou Yézidis) são um povo habitante do Kurdistão, uma região localizada parte na Turquia e parte no Iraque, cuja origem exata é desconhecida. Entretanto, supõe-se que sua religião Yézidi tenha se originado na Pérsia antiga, remanescente dos cultos Yatûs a Ahriman. Por essa razão, tal povo é intitulado até os dias atuais como “Adoradores do Diabo”, fato que causa muita conturbação e transtorno.

Atualmente, com a “diáspora” causada pelos Muçulmanos e Judeus intolerantes no Oriente Médio em geral, é realmente difícil dizer em quantos os Yézidis são. A maioria espalhou-se pelo continente, fugindo das execuções e conversões forçadas.

A religião


A religião Yézidi é realmente peculiar – e por serem intitulados como o povo “Adorador do Diabo”, é algo que realmente nos interessa aqui. Eles são um misto de Cristianismo, com traços intensos do Judaísmo, Islamismo e forte atuação dos cultos Persas antigos. Melek Taus, uma das figuras centrais dentro dos cultos Yézidis é muito semelhante a Ahriman, cuja forma sagrada também era a de um Anjo-Pavão.

Tal religião recebe o nome de seu fundador, Yezid bn Unaisa, que acreditava que um profeta seria enviado entre o povo da Pérsia para receber um livro escrito por Deus nos céus e passar este conhecimento aos homens. Por esta razão, ele deixou a religião local e passou a seguir seu próprio caminho – junto com o séquito de sua Abadyia, que aderiu suas profecias e adotou o nome de seu fundador. Até os dias atuais, os Yezidis ainda esperam pela vinda deste profeta, que trará o conhecimento oculto de Deus para os devotos do culto.

O Culto Yézidi (Yézidismo)

A religião Yézidi se baseia em dois livros, que se complementam: O primeiro é o “Kitâb Al-Jilwah” (Livro das Revelações) e o segundo é o “Mashâf Res” (O Livro Negro – assim nomeado por ter sido revelado quando Melek Taus desceu até a “Montanha Negra” para entregá-lo).

Templo Yézidi
O Kitâb Al-Jiwah é dividido em cinco capítulos, precedidos de uma introdução curta. Esta introdução é narrada por Seih, que diz ter existido com Melek Taus antes da criação do mundo, e que foi mandado por Taus para instruir os Yezidis na “verdade”. O primeiro capítulo narra a onipotência e onipresença de Deus. O segundo afirma que Deus possui poder para recompensar e punir. No terceiro, ele diz possuir os tesouros da terra. No quarto, ele avisa contra a idolatria das outras religiões. E por fim, no quinto, os Yezidis são comandados a manter suas tradições, crenças e obedecer aos servos de Taus que os doutrinarem nestes ensinamentos.


Melek Taus e a relação ao Lúcifer Cristão

Já o Mashâf Res não se divide em capítulos, mas narra diretamente os sete dias da criação. Após isso, a cada dia passado, Deus cria um Anjo/Rei, um “Melek”, sendo o primeiro a ser criado, Melek Taus, é o chefe e mais poderoso de todos. Visivelmente associado ao conceito de Lúcifer-Samael nos mitos Judaicos e Cristãos e Íblis, o Djinn dos Islamistas e Angra Mainyu dos Persas/Zoroastras. Mas ao contrário de seus arquétipos sincréticos, Melek Taus não trai Deus para os Yezidis. E tal adoração ao Anjo-Pavão os torna associados ao Demônio por seus vizinhos e fortemente discriminados sob a imagem de Satanistas – embora conceitualmente falando eles sejam “opositores” aos idolátras (embora tolerantes), podemos considerá-los adoradores de Lúcifer sob a máscara do pavão. O livro também narra a queda de Adão e Eva; o dilúvio, a vinda do profeta Yezid bn Mu’awiya e a chegada dos Melek para construírem o reino dos Yezidis.


Dentro do culto, há uma hierarquia básica: O Seih é o líder espiritual, identificado pelo cinto e pelas luvas de “rede”. A ele são prestadas reverências, pois ele tem contato direto com Melek Taus. Em seguida há o Emir, descendentes diretos de Yezid, fundador da religião. Assim, tem certo poder religioso e autoridade governamental. Os Kawwâl são os responsáveis pelas músicas nos ritos, com flautas e tambores. Os Pîr são os responsáveis pelos alimentos sagrados e pelas vestimentas. Os Kôchak são os sacerdotes propriamente ditos. Os Fâkir são responsáveis por instruir as crianças na música sacra e por realizar danças nos cultos. E por fim os Mulla são os catequistas, que doutrinam as crianças na fé.

Os sete anjos dos Yezidi são: Darda’il; Israfil; Mika’il; Gibra’il; Shimna’il; Nura’il; e Azra’il – que é Melek Taus, o Senhor de todos.

É Melek Taus que trará a revelação de Deus e um novo livro sagrado para o profeta Yezidi, para que ele espalhe a palavra pelo mundo. Ele é o Senhor de toda criação, por ter estado ao lado de Deus quando este criou o mundo. Seu símbolo é o ‘sanjak’ (ilustração aqui no post) e seu dia é o Domingo. Ele não “foi expulso do céu”, mas permaneceu ao lado da humanidade, mesmo após sua queda, sendo o regente do mundo e desejando a Evolução do Ser. Diz-se que os Yezidis não creem em inferno, pois ao ver o sofrimento do homem, Melek Taus chorou por sete anos, guardando suas lágrimas em um pote, o qual ele utilizou para extinguir o fogo do local, deixando o abismo desabitado.

Não se reza para Deus ou Melek. Oração não é obrigatório. Música, dança e a fé em Melek Taus já são o suficiente, bem como seus costumes.

Nos dias atuais, os Yezidis ainda aguardam a vinda de Melek Taus e dizem que sendo o Senhor da Terra, ele está presente em tudo e em todas as pessoas e elementos. Portanto, em situações de dificuldades, basta clamar com fé por ele, para que ele se manifeste e auxilie, seja quem for que o trate com devoção e respeito.

A Ordem do anjo pavão

Essa sociedade secreta inicialmente formada na Grã-Bretanha na década de 1960, baseia-se nas antigas crenças religiosas dos Yezidis.


O grupo realmente adorava Melek Taus, o Anjo Pavão, representado por qualquer uma estátua de pedra de um pavão ou por um pássaro de verdade. Os membros acreditam que o anjo pavão tem o poder de responder às orações e reverenciam-no em conformidade.

A sua sala de reunião é normalmente preenchida com imagens sagradas do Anjo Pavão, o próprio altar está colocado no meio e contém o principal símbolo de veneração. Os membros muitas vezes fazem uma dança ritual lenta ao redor do altar, enquanto eles silenciosamente expressam os seus desejos.

A dança leva gradualmente a um ritmo frenético enquanto aumenta o fervor religioso. Ele termina em total êxtase, com os membros satisfeitos já estão preenchidos com o poder divino do Anjo Pavão, acreditam os membros.

Fontes: Arauto do Chaos e Arquivos do Insólito

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