Bruce George Peter Lee, o assassino incendiário Pular para o conteúdo principal

Bruce George Peter Lee, o assassino incendiário


Saudações meus caros amigos e amigas. No texto de hoje falaremos de um assassino que atuou na Inglaterra entre os anos de 1973 e 1980, tendo provocado a morte de pelo menos 26 pessoas em seus atos incendiários. Venham comigo conhecer mais essa mente perturbada e altamente perigosa.

Infância

Lee nasceu com o nome de Peter George Dinsdale em 21 de Julho de 1960, na cidade de Manchester, Inglaterra. Sua mãe, Doreen, era uma prostituta que o chamava de "freak", pois desde o seu nascimento Lee tinha epilepsia, paralisia parcial e um braço deformado. Lee nunca conheceu seu pai, pois o mesmo largou sua mãe logo que soube que ela estava grávida. Quando Lee tinha apenas seis meses de vida, sua mãe o enviou para que ele vivesse com sua avó, com quem ele morou até 3 anos de idade, depois de passou a viver com sua mãe e seu marido até que seu relacionamento terminou, posteriormente ele viveu em vários lugares diferentes. Dos 13 anos até a idade de dezesseis anos ele foi internado uma escola para crianças deficientes e com problemas psicológico.

Aos dezenove anos, ele mudou seu nome para mostrar o quanto ele idolatrava sua estrela favorita de kung-fu, Bruce Lee.

Início das atividades incendiárias

Quando tinha 9 anos de idade ele provocou um incêndio em um centro comercial. Tal incidente não causou nenhuma morte, mas deixou cerca de 17 mil dólares em prejuízo. Por conta de sua idade e pela sua condição tal evento foi considerado apenas como uma fatalidade.

Mais tarde descobriria-se que Lee era um piromaníaco. Ele mesmo chegou a alegar que: "o formigamento nos dedos dele sinalizava que era o momento de acender o fogo".

Em 1973, com então 13 anos de idade, Lee causou sua primeira morte e um prejuízo de 30 mil dólares em um centro comercial. Depois desse episódio ele foi encaminhado para a escola para deficientes mencionada acima.

Depois de sair do internato, Lee passou a trabalhar como operário, recebendo dos colegas de trabalho o apelido de "Peter Idiota".

Em 5 de janeiro de 1977 onze homens foram mortos e seis pessoas ficaram feridas na casa de repouso Wensley Lodge, atacada por Lee. Um senhor que vivia no locar teria lhe dado um tapa por perturbar alguns pombos, e Lee ameaçou matá-lo. Mais tarde, as aves foram todas encontradas com seus pescoços torcidos, e o homem queimado até a morte em sua poltrona. O incidente foi considerado um acidente, até anos mais tarde quando Lee admitiu ter sido o responsável.

Em 1979 sua mãe casou-se, e seu novo padastro tinha o sobrenome de Lee, o que significou para o jovem Peter Dinsdale um sinal de que ele deveria homenagear o grande ídolo das artes marciais, mudando assim seu nome para Bruce George Peter Lee, ou Bruce Lee como ele gostava de ser chamado.

No dia 4 de Dezembro de 1979, Bruce George Peter Lee provocou o incêndio pelo qual se tornaria conhecido e capturado. Ele ateou fogo na parte da frente da casa de número 12, da rua Selby Street, em em Hull, East Yorkshire. Dentro da casa estavam Edith Hastie e seus filhos Thomas, Charles (ambos 15), Paul (12) e Peter (8). A família estava dormindo no momento.

Incêndio na casa do Hastie, Selby Street
Charles ao perceber o fogo, conseguiu empurrar a força dua mãe janela afora. Edith Hastie torceu o tornozelo na queda, uma vez que estava no segundo andar da casa. Thomas conseguiu fugir do fogo saindo pela parte de trás da casa. Charles, que havia salvado sua mãe, retornou afim de ajudar seus outros dois irmão, Paul e Peter, que estavam no mesmo quarto. Ao abrir uma janela, para que eles pudessem escapar do fogo que já começava a tomar conta do local, Charles involuntariamente forneceu ao fogo ar, o que acabou avivando ainda mais as chamas, e com isso provocando sérios ferimentos nos três jovens. Por culpa das queimaduras Charles faleceu no dia seguinte no hospital, enquanto que seus irmãos tiveram mais alguns dias de vida, mas também vieram a óbito por culpa dos ferimentos. O incidente poderia ter sido ainda pior, pois Edith Hastie era mãe de outras 3 meninas, que estavam hospedadas em casas de parentes. Tommy Hastie, marido de Edith e pai dos garotos, estava na prisão nesse período.


Os bombeiros descobriram parafina na parte da frente da varanda, o que levou a uma investigação criminal. A polícia montou uma sala improvisada em uma igreja próxima, afim de poder "conversar" com os vizinhos, para poder averiguar se o incidente poderia ter sido provocado. Depois dos primeiros relatos a polícia não teve dúvida de que a hipótese de crime não poderia ser descartada, pois relatos dos vizinhos afirmavam que os irmãos Hasties eram extremamente encrenqueiros, dessa forma o incêndio poderia ter sido uma tentativa de ataque contra eles.

Prisão

Lee foi uma das pessoas interrogadas nesse levantamento inicial. Como o jovem fã de artes marciais possuía um histórico de atividades relacionadas com fogo, os investigadores ficaram na cola dele, o que de fato deu resultado. Seis meses após os inícios das investigações, Bruce George Peter Lee confessava que estivera envolvido no ataque que vitimara Charles, Paul e Peter Hastie.

Confissões

Durante a confissão Lee afirmou que provocou o incêndio, pois ele estava sendo chantageado por Charles. O jovem de 15 anos e Lee teriam um caso, e Charles teria exigido dinheiro para não entregar Lee a justiça. Lee afirmou que era apaixonado pela irmã de Charles, Angeleena Hastie de 16 anos, mas a garota nunca lhe dera atenção.

Vista da cidade de Hull
Mas para a surpresa dos investigadores e de toda a comunidade local, esse não foi o único episódio de incêndio que Lee acabou por confessar participação.

Segundo essas confissões Lee teria iniciado outros nove incêndios mais fatais em Hull ao longo dos sete anos anteriores. Nenhum dos incêndios investigados como criminosos na época. Todos os casos haviam sido arquivados como resultantes de acidente. Um total de 26 pessoas morreram nas chamas provocadas por Bruce George Peter Lee. As vítimas vão desde um bebê de seis meses de idade, uma jovem mãe e seus três filhos pequenos, para 11 homens idosos na casa residencial Wensley Lodge. Outras pessoas sofreram queimaduras ou tiveram problemas por causa da inalação de fumaça, ou sofreram ferimentos ao escapar.

Lee afirmou que a maioria dos incêndios foram iniciados aleatoriamente porque ele amava o fogo, e ele raramente considerava que estava colocando em risco a vida de outras pessoas quando iniciava seus atos. Apenas em dois casos ele teria iniciado incêndio em um local onde haviam pessoas pelas quais Lee guardava rancor.

Oficiais que investigam o caso, passaram a levar Lee em pontos da cidade de Hull, nos locais que ele tinha especificado, então Lee apontava especificamente para os edifícios em questão. Embora Lee não poderia determinar com datas ou cronologia os ataques, pesquisas posteriores mostraram que incêndios em todos locais apontados por Lee, haviam sido registrados problemas com fogo. Lee disse que quando ele ouviu falar das mortes que ele tinha causado, ele procurou consolo na Bíblia, mas não foi convencido a parar ou confessar.

Para testar a história de Lee e descarta qualquer possibilidade de que ele era apenas alguém bem informado que estava assumindo a culpa por atos que ele não teria cometido, oficiais o levaram para uma casa onde um incêndio tinha ocorrido, mas uma condenação penal, já estão garantida. Lee descartou imediatamente o seu envolvimento.

Apesar de, inicialmente, dizendo que ele não estava arrependido pelas mortes que causou, como matar não estava em sua mente quando começou a maioria dos incêndios, Lee mais tarde pediu desculpas por suas ações enquanto aguardava julgamento.

Julgamento

Em seu julgamento em Leeds Crown Court em janeiro de 1981, Lee negou todas as acusações de assassinato, mas se declarou culpado de 26 acusações de homicídio culposo, bem como os ataques incendiários. Os pedidos foram aceitos. Ele foi condenado a ser detidos indefinidamente sob a Lei de Saúde Mental, com o juiz afirmando que Lee era um psicopata e um perigo para o público.


Lee foi inicialmente levado para Park Hospital em Liverpool e, posteriormente, foi transferido para Hospital Rampton. Embora ele fosse o assassino mais prolífico no Reino Unido na época, ele recebeu relativamente pouca publicidade nacional, possivelmente porque ele foi condenado por homicídio culposo, em vez de assassinato.

Em 1983, um inquérito público concluiu que o incêndio no Wensley Lodge foi acidental e que Lee não era responsável por isso ou a morte dos onze moradores. Oficiais de investigação de incêndio Senior apoiaram as conclusões do inquérito. Onze condenações de homicídio relevantes de Lee depois foram devidamente anuladas em recurso.

Bruce George Peter Lee em Criminal Minds

Lee é mencionado por seu nome de nascimento, Peter Dinsdale, no episódio "Compulsão", onde Reid afirma que, quando perguntado sobre seus motivos, ele respondeu: "Eu estou dedicado ao fogo. Fogo é meu mestre."

Fontes: Murderpedia, Wikipédia e Criminal Minds Wikia

Comentários

  1. Sugoi,eu amei o fato dele ter mudado de nome,essas pessoas,nunca te chamam pelo nome que você quer...Olha,ele até que está bonito naquela primeira foto.

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