Stuckie: O cão mumificado dentro de uma árvore | Noite Sinistra
23/04/2018

Stuckie: O cão mumificado dentro de uma árvore

Crédito da foto: Jacksonville.com
Aproximadamente há cinquenta anos atrás, um cão subiu numa árvore perseguindo algum animal pequeno e nunca mais desceu. Anos depois, na década de 1980, um grupo de madeireiros da empresa Georgia Kraft Corp. cortou um carvalho-roble (Quercus robur), espécie de carvalho que dá frutos chamados de bolotas, muito apreciado por esquilos, gralhas, roedores e outros animais, em algum lugar dentro de uma floresta no sul do Estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Depois de cortar o topo da árvore e carregá-lo num caminhão para ser transportado a serraria, um membro da equipe espiou dentro do tronco oco. No interior, ele encontrou os restos perfeitamente mumificados de um cachorro olhando para ele, com seus dentes a amostra, na posição como ele morreu, numa desesperada luta pela sobrevivência.

Especialistas que estudaram a carcaça do cão concluíram que o cachorro ao perseguir algum animal pequeno se embrenhou dentro do tronco oco até ficar entalado e morrer de fome. Devido a um conjunto perfeito de circunstâncias, ao invés de se decompor, seu corpo se mumificou. Normalmente, um cão que morresse na natureza sucumbiria à decomposição ou seria comido por predadores. No entanto, como o cão morreu dentro de uma árvore, era improvável que outros animais pudessem alcançá-lo – e, devido a altura onde se encontrava, era também improvável que outros animais pudessem sentir o cheiro.

Além disso, o tipo de árvore em que o cão se enfiou se presta no processo de mumificação natural. Os carvalhos de castanhas como são chamados nos Estados Unidos contêm taninos, que são utilizados na taxidermia e curtimento para tratar peles de animais, de modo que não se deteriorem. Os taninos do interior da árvore penetraram no corpo do cachorro e impediram que ele apodrecesse. O ambiente seco dentro do tronco também forneceu abrigo aos elementos externos e sugava a umidade da carcaça. O ar que era sugado para dentro da árvore através da base criou uma espécie de efeito vácuo, contribuindo ainda mais para o processo de secagem.

Crédito da foto: Scott Beahan / The Newsweek
Depois de encontrar o cachorro mumificado, os madeireiros doaram o tronco com o cão ainda preso para o museu Southern Forest World, um museu em Waycross na Geórgia dedicado à história da silvicultura, onde permanece em exibição. Durante mais de vinte anos, o cão foi chamado simplesmente de “cão mumificado”. Mas em 2002, o museu realizou um concurso para a escolha de um nome para o cão inusitado e o nome “Stuckie” foi o escolhido.

Crédito da foto: Scott Beahan / The Newsweek

Fonte: Magnus Mundi

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