O assassinato de Annie Le Pular para o conteúdo principal

O assassinato de Annie Le


Saudações galera atormentada. Hoje trago a vocês a história de um crime que aconteceu no ano de 2009 e que chocou os EUA. Falo do assassinato da estudante Annie Le, que aconteceu nas vésperas do seu casamento.

No dia 8 de setembro de 2009, a americana com origens vietnamitas Annie Le, estudante de doutorado da Escola de Medicina de Yale, foi encontrada pendurada de cabeça para baixo dentro de um buraco na parede no laboratório da universidade.

O desaparecimento


Naquela manhã de terça-feira, as câmaras de vigilância do laboratório de alta segurança da universidade de Yale apanharam Annie Le entrar no laboratório onde a aluna trabalhava. Mas a estudante de Medicina, de 24 anos, nunca foi vista saindo do local.


Depois de quase uma semana se buscas, as autoridades de New Haven, no estado do Connecticut, anunciaram ter encontrado um corpo atrás de uma das paredes do laboratório onde a aluna trabalhava. O corpo foi encontrado por um cão farejador da polícia local.

"A brigada criminal do Connecticut encontrou os restos de um corpo humano no interior das paredes do edifício número 102, anunciou o agente Peter Reichard. A polícia deixou assim de investigar um desaparecimento e passou a tratar o caso como homicídio, explicou o mesmo agente.

Mais tarde as autoridades confirmaram que o corpo pertencia a Annie. A confirmação aconteceu no dia 13 de setembro, dia em que Annie se casaria com Jonathan Widawsky.

O crime e a forma com que o corpo foi ocultado aliado ao fato da vitima estar prestes a se casar, acabou gerando uma grande comoção nos EUA na época.


O crime

Os primeiros indícios levaram a polícia a presumir que o assassinato tenha ocorrido dentro do laboratório, acessível apenas a algumas pessoas que detêm um cartão magnético. O local estava ainda na mira de 75 câmaras de vigilância.

Os amigos de Annie Le explicaram às autoridades que a californiana de origem asiática não mostrara qualquer sinal de estar sendo ameaçada. Apesar de ter comentado o aumento da criminalidade em New Haven num artigo que publicou no ano anterior.

Poucos dias após o corpo da jovem ter sido encontrado, a causa da morte foi revelada pela polícia: estrangulamento.

Prisão de um suspeito

No dia 17 de setembro o técnico Raymond Clark, 24 anos, acabou detido pela polícia sob suspeita de ter cometido o crime. Ele já havia sido detido na quarta-feira dia 16, depois que a polícia obteve um mandado para revistar sua casa, em Middletown, no Estado de Connecticut. Na ocasião, Clark foi liberado após ser submetido a um exame de DNA.


No dia 16, Raymond Clark foi ouvido por investigadores da Polícia que observaram aranhões em seu rosto. Clark disse aos policiais que um gato do laboratório o tinha machucado. Os policiais o detiveram no momento em ele que limpava gaiolas de cobaias pouco depois de encontraram o corpo da vítima.

No dia seguinte, a polícia prendeu o técnico no hotel em que ele estava hospedado.

Segundo o chefe da polícia de New Haven, James Lewis, o técnico e a estudante trabalhavam no mesmo prédio. Lewis disse, porém, que não poderia confirmar se os dois se conheciam.

O policial disse que o assassinato está sendo tratado como um caso de "violência no local de trabalho".

Um juiz estabeleceu uma fiança de US$ 3 milhões para Clark. Segundo a polícia, os resultados do teste de DNA de Clark serão comparados a mais de 150 peças de evidência coletadas na cena do crime.

Condenação

No dia 17 de março de 2011 foi condenado a 44 anos de reclusão nos Estados Unidos, o técnico em pesquisa animal acusado de ter assassinado, em 2009, a estudante de pós-graduação da Universidade Yale, Annie Le.

O julgamento aconteceu em New Haven, estado de Connecticut. O réu se declarou culpado do crime de assassinato e aceitou a condenação por tentativa de estupro sem assumir formalmente a culpa. Isso é possível com base em uma lei estadual em que o réu admite que a Justiça detém provas suficientes contra ele a ponto de condená-lo sem maiores obstáculos.

A pena de 44 anos de prisão foi negociada entre a Promotoria e a defesa de Raymond Clark. O Ministério Público pediu a condenação entre 25 e 60 anos por homicídio e tentativa de estupro.

A Promotoria citou evidências obtidas pelos legistas que indicaram que a vítima teve a mandíbula e a clavícula quebradas, uma série de ferimentos pelo corpo e as roupas rasgadas ainda em vida. As roupas íntimas da réu apresentavam indícios de que foram removidas e esgaçadas e continham ainda o sêmen de Clark. O promotor David Strollo também apresentou provas obtidas por exames de DNA, como uma caneta esferográfica verde que continha o sangue da vítima e o DNA do réu. Amostras contendo o DNA do acusado também foram verificadas em uma meia manchada de sangue e escondida no forro do teto do mesmo edifício.


A estudante californiana Annie Le finalizava seu doutorado em farmacologia e conduzia uma pesquisa sobre o uso de enzimas no tratamento de doenças. A família da vítima não estava presente na audiência. O juiz Roland Fasano e o promotor David Strollo acordaram para que a pena seja declarada, na mesma corte, no dia 20 de maio caso a família decida estar presente.

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