A cosmonauta perdida Pular para o conteúdo principal

A cosmonauta perdida


Na década de 60 EUA e União Soviética estavam envolvidos na corrida espacial. O domínio do espaço e da tecnologia para tal feito era objetivo das duas potências, com uma forma de sobrepor uma a força da outra.

Em meio a essa corrida surgiram muitas teorias da conspiração, uma vez que ambos os países se orgulhavam de estampar nos veículos midiáticos da época seus feitos, mas raramente suas falhas vinham a tona, afinal de contas por mais natural que fosse haverem falhas durante o processo que visava conquistas tão expressivas, assumir erros perante os rivais era algo extremamente evitado.

A matéria abaixo fala um pouco a respeito de um destes supostos erros, que acabou ocultado e com o passar dos anos se tornou uma teoria da conspiração. Esse caso só se tornou conhecido pois uma suposta comunicação entre a cosmonauta fantasma e os controladores da missão teria sido interceptada por dois italianos. Convido os amigos e amigas a conhecerem um pouco mais a respeito dessa conspiração e tirar as suas próprias conclusões a respeito do assunto.

A Cosmonauta Fantasma

A antiga União Soviética foi pioneira em enviar para o espaço as primeiras naves tripuladas.

Em 12 de abril de 1961, os soviéticos mandaram para a órbita terrestre, Yuri Gagarin, o primeiro ser humano à deixar o planeta. Ele conduziu a Vostok I em um voo orbital e exclamou ao vislumbrar o planeta pela escotilha de sua pequena nave: "A Terra é Azul". Ali o mundo foi apresentado a um novo termo, usado para designar aqueles poucos eleitos para ir onde ninguém até então havia chegado: Cosmonautas.

Um mês depois, os EUA igualaram a proeza com seu astronauta - perceba a sutil mudança do nome. Alan Shepard dentro do programa espacial Mercury girou em torno da Terra.

Esses voos inaugurais marcaram o início da Corrida Espacial na qual as duas super potências buscavam atingir o objetivo máximo de sua disputa, chegar à Lua na frente de seu oponente.

No decorrer da corrida, ambos quebraram recordes, os soviéticos realizaram 17 circuitos em torno da Terra, os americanos mandaram um trio ao mesmo tempo. O passo seguinte dos soviéticos era estabelecer um novo marco, enviar a primeira mulher ao espaço. Hoje, a história relata que Valentina Tereshkova foi a primeira a viajar para o espaço na Vostok VI e escrever seu nome entre os exploradores espaciais.


Mas será que é essa a verdade?

Valentina chegou ao espaço em junho de 1963, sendo celebrada e honrada com Títulos e condecorações, mas em janeiro daquele mesmo ano, algo incomum parece ter acontecido. Segundo rumores jamais confirmados pela Agência Espacial Soviética, e mesmo hoje, descreditados pelos russos, uma missão teria tentado levar ao espaço uma mulher meses antes de Tereshkova.

Valentina Tereshkova
Segundo pesquisadores a missão original seguia de forma esperada até que, repentinamente, quando a nave se preparava para retornar à atmosfera, algo deu errado.

O que realmente aconteceu permanece inexplicável até hoje, o Kremlin não confirmou o desastre para não reconhecer uma falha na disputa com os americanos. Entretanto, especula-se que a nave sofreu uma pane ao tentar atingir sua janela de retorno estipulada. Isso obrigou o comando da missão a refazer todo seu planejamento para reentrada e traçar um novo plano. O problema é que o estoque de oxigênio à bordo da pequena nave não previa esse tempo extra no espaço. As tentativas seguintes de retornar foram dificultadas pela falta de ar que causava uma confusão mental na piloto a medida que o oxigênio se esvaia. Sem perspectiva de sobrevivência, a piloto tentou uma reentrada dramática.

Algumas fontes afirmam que o nome dessa cosmonauta seria Ludmila Tokov, mas é impossível atestar tal fato.

O trágico resultado é que a tripulante solitária morreu no espaço. Entretanto, o mais triste é que, com a negação do ocorrido, o nome da cosmonauta jamais foi publicamente divulgado. Ela se tornou um fantasma que para todos os efeitos nunca existiu e que desapareceu queimando na reentrada da atmosfera.

Três dias após o ocorrido, a Agência Espacial Soviética, a TASS, anunciou que um satélite havia sofrido uma pane e que havia caído. O nome do satélite, quando ele foi lançado e que tipo de pane ele sofreu, jamais foram revelados levando a crer que a história tenha sido fabricada para esconder a verdade.

Mas onde estão as provas de que foi uma nave com uma cosmonauta e não um satélite que se desintegrou na atmosfera?

A prova desses acontecimentos residem em uma gravação interceptada no dia 23 de maio de 1961 entre a tripulante da nave, uma mulher, que estabeleceu comunicação com a Terra antes de morrer. A comunicação foi interceptada pelos italianos Achille e Giovanni Judica Cordiglia, dois irmãos rádio amadores em Turim, em uma frequência que captou a transmissão da nave para a Base de Baikonur que comandava a missão.


As palavras da cosmonauta desconhecida, em russo, mostram o desespero que ia tomando conta dela e a certeza no final iminente em uma reentrada na atmosfera que seria letal. Um destino do qual não havia como escapar. A descrição dos momentos finais nas palavras de uma heroína sem face e cujo nome provavelmente jamais venhamos a saber.

Essas seriam as últimas palavras da suposta cosmonauta:

“5, 4, 3, 2, 1, 1… 2, 3, 4, 5, entrando, entrando, entrando... escutem, escutem, entrando, entrando, Falem comigo! Falem comigo!

Tenho calor!

Quê? 45? Quê? 45? 50?

Sim, sim, sim, respirando, respirando, oxigênio, oxigênio.

Tenho calor! Isso é perigoso?

Está tudo… Isso é perigoso? Está tudo… sim, sim, sim, como é isso?

Quê? Falem comigo! Como faço para transmitir?

Nossa transmissão começa agora 41… dessa forma… sim, sinto calor, sinto calor, sinto calor, é tudo…

Posso ver uma chama! Quê? Posso ver uma chama! Posso ver uma chama! Posso ver uma chama!

Sinto calor… sinto calor… 32, 32, 32, 41, 41…

Vou colidir? Sim, sim, sim sinto calor… Vou regressar… Estou ouvindo!… Sinto calor!”.




Quando amanhecer, você já será um de nós...


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Comentários

  1. Alan Shepard não girou em torno da Terra. Foi um voo suborbital, sem entrar em órbita. Aliás, na época, era motivo de piadas por aqueles que ficavam babando com o sucesso dos soviéticos.

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