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O caso Parker-Hulme


O caso Parker-Hulme foi um assassinato ocorrido em Christchurch, Nova Zelândia, em 1954, que acabou marcando o país da Oceania por conta dos elementos que cercaram o caso. O caso teve notoriedade quando uma mulher foi assassinada por sua filha mais velha e sua melhor amiga. O assassinato deu origem ao filme “Almas Gêmeas”, de 1994, que introduziu Kate Winslet no cinema.

O caso do assassinato Parker-Hulme, ocorreu na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia em 22 de junho de 1954, quando Honorah Parker (algumas fontes afirmam que seu nome era Honora Rieper ou Honorah Rieper), foi morta por sua filha adolescente, Pauline Parker de 16 anos de idade, e de sua “amiga” Juliet Hulme, na época com 15 anos de idade.

Um relacionamento proibido e fantasioso

Pauline Yvonne Parker nasceu em 26 de maio de 1938, ela era filha de Honorah Parker e Herbert Rieper. Honora e Herbert nunca chegaram a se casar. Na verdade Herbert era casado com outra mulher, o que fez de Pauline sua filha ilegítima. Pauline nasceu na cidade de Christchurch, Nova Zelândia, e viveu entediada na Gloucester Street, 31, até conhecer Juliet Marion Hulme.

Pauline Parker
Recém chegada da Inglaterra, Hulme nascera em Blackheath, Londres, em 28 de outubro de 1938. Seu pai era o físico Dr. Henry Hulmes, que foi o reitor da Universidade de Canterbury, em Christchurch.

Pauline Parker
As duas moças tornaram amigas próximas, mas essa amizade transbordou para a paixão física, e elas consumaram a união e “representaram como os santos fariam amor”. Elas anotavam em livros de exercícios efusões que chamavam de romances, passando muito tempo na cama juntas. Os pais das jovens tentaram romper o relacionamento, que não consideravam saudável.

Pauline Parker e Julieta Hulme
Quando criança Parker sofria de osteomielite e Hulme tinha sofrido de tuberculose. Filha de pais com grandes recursos financeiros, Hulme foi enviada por seus pais para uma temporada nas Bahamas, para que a jovem pudesse se recuperar da doença em um local de clima mais agradável.

As doenças nos tempos de infância inicialmente facilitou a aproximação das duas jovens, e com a sua amizade cada vez mais desenvolvida, elas formaram uma vida de fantasia elaborada em conjunto. Elas frequentemente fugiam e passavam a noite representando as histórias envolvendo os personagens fictícios que haviam criado. Seus pais acharam isso perturbador e ficaram preocupados que seu relacionamento pudesse ser sexual. A homossexualidade na época era considerada uma doença mental grave, por isso os dois conjuntos de pais tentaram impedir as meninas de ver uma a outra. Pauline foi diagnosticada como atormentada pelo “lesbianismo” pelo médico Kenneth Stallworthy, que procurou a mãe de Juliet.

Em 1954, os pais de Juliet se separaram, seu pai renunciou ao cargo de reitor de Canterbury College e planejava voltar para a Inglaterra. Decidiu-se então que Juliet seria enviada para viver com parentes na África do Sul, como forma de preservar a sua saúde, mas também para que as meninas permanecessem separadas. Pauline disse à mãe que ela queria acompanhar Juliet, mas a mesma deixou claro que não seria permitido.

As meninas então formaram um plano para assassinar a mãe de Pauline e sair do país para os Estados Unidos, onde elas acreditavam que eles iriam publicar seus textos e trabalhos no cinema.

O crime

As duas jovens decidiram matar Honora Parker, de 45 anos. Em 22 de junho de 1954, elas colocaram meio tijolo dentro de uma meia calça. As garotas conduziram Honora Parker a um passeio, a pé, pelo parque Victoria, na cidade de Christchurch, onde moravam até então. Em um lugar solitário do parque, Juliet jogou uma pedra de ornamento no chão, fazendo com que Sra. Parker se agachasse para pegá-la. Nesse momento, Pauline havia planejado golpear sua mãe com metade de um tijolo envolto em uma meia. As garotas achavam que isso seria o suficiente para matá-la, entretanto, foram necessários 45 golpes de ambas para finalmente matar Honora Parker. A brutalidade do crime contribuiu para sua notoriedade.

Pauline Parker e sua mãe
As autoridades encontraram o cadáver e pouco depois, e foram observados 45 ferimentos na cabeça da vítima. Pauline Parker e Juliet Hulme foram indicadas como as autoras do crime. A prova: os diários de Pauline. Ela havia planejado tudo. Sabiam o que tinham que fazer, e como iam fazer. Juliet lhe ajudaria em tudo. As jovens foram presas.



Julgamento

Pauline e Juliet foram levadas a juízo em Christchurch em 1954, e foram declaradas culpadas em 29 de agosto do mesmo ano. Como eram muito jovens para ser submetidas à pena de morte segundo a lei neozelandesa daquela época, foram sentenciadas e condenadas a permanecer presas na graça de Sua Majestade. Na prática, essa sentença significava que permaneceriam presas a critério do Ministro da Justiça. Foram libertadas, separadamente, uns 5 anos depois. Uma das condições para sua libertação foi que jamais voltariam a se ver ou comunicar.

Vida separadas

As duas se mudaram para a Grã-Bretanha. Parker tornou-se católica devotada, mudou seu nome para Hilary Nathan e viveu no pequeno vilarejo de Hoo, perto de Strood, Kent, onde administrava uma escola de equitação para crianças. Ela expressou forte remorso por ter matado sua mãe, mas por muitos anos se recusou a dar entrevistas sobre o assassinato.

Hilary Nathan
Hulme se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou mórmon. Tempos depois ela se mudou para Portmahomack, Escócia, com sua mãe.

Ela mudou o nome para Anne Perry e escreve com grande sucesso Thrillers de crimes. Seu primeiro livro, The Cater Street hangman, foi publicado em 1979.

Anne Perry

O caso Parker-Hulme na literatura e cinema

O assassinato é a base do livro de não-ficção "So Brilliantly Clever" (tão brilhantemente inteligente), escrito por Peter Graham, advogado nascido na Nova Zelândia. A história também inspirou o filme “Almas Gêmeas (Heavenly Creatures) de Peter Jackson 1994, que inspirou peças de teatro, romances, roteiros e destaque em vários livros sobre o crime





Fontes: Medo B,  Pademasque e Murderpédia

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Comentários

  1. apenas 5 anos presas?? meu deus, achei que só aqui no brasil as leis não valessem de nada....duas assassinas que desfrutaram de uma bela vida mesmo depois de ter cometido essa barbaridade, enquanto a vitima nunca pôde se defender...

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