Estudos genéticos ligam indígenas da América a povos da Ásia e Austrália Pular para o conteúdo principal

Estudos genéticos ligam indígenas da América a povos da Ásia e Austrália


Salve galera atormentada. Hoje voltamos a contar com uma dica do amigo e colaborador Elson Antonio Gomes para a elaboração de uma postagem. O Elson nos indicou uma curiosa matéria que falava sobre pesquisas que afirmam ter encontrado indícios claros de que alguns grupos étnicos da região amazônica são geneticamente relacionados a populações do Sudeste Asiático.

Dois estudos publicados por duas equipes diferentes de cientistas nas revistas especializadas Science e Nature afirmam ter encontrado indícios claros de que alguns grupos étnicos da região amazônica são geneticamente relacionados a populações do Sudeste Asiático.

De acordo com estes estudos comparativos, alguns povos indígenas da Amazônia, incluindo os Suruí e Karitiana, de Rondônia, e o Xavante, de Mato Grosso, possuem uma impressionante semelhança com povos nativos de Nova Guiné, Austrália ou das Ilhas Andaman, no golfo de Bengala.

"Isso mostra que a população do "novo mundo" não esteve completamente isolada da do "velho mundo" após a migração inicial", disse o diretor da equipe da Universidade de Copenhague, Eske Willerslev, autor do primeiro relatório, publicado na Science.

"Nosso estudo fornece a mais abrangente imagem genética da América até era da pré-história. Mostramos que todos os americanos nativos, incluindo os principais subgrupos de ameríndios e atabascanos, são descendentes da mesma onda migratória", disse o pesquisador do centro Geogenetics da Universidade de Copenhague, Raghavan Maanasa.

O grupo liderado por Willerslev se concentrou no desenvolvimento da migração euro-asiática através do Estreito de Bering, que aparentemente ocorreu por volta do último período glacial, há no máximo 23 mil anos. Foi a única onda migratória pelo estreito, que até então era uma ponte de terra.

Já o estudo publicado na revista Nature é um trabalho conjunto das universidades americanas Harvard e Massachusetts Institut of Technology (MIT) com centros superiores de ensino do Brasil: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade de São Paulo (USP).

A tese mais comumente aceita é a de imigrantes vindos da Ásia que atravessaram a faixa de terra que ligava a Sibéria e o Alasca, hoje em dia imersa sob o Estreito de Bering.

Baseando-se em dados genéticos de indivíduos antigos e modernos das Américas, da Sibéria, da Oceania, da Europa e da África, os pesquisadores da Universidade de Copenhague concluíram que os primeiros ameríndios chegaram da Sibéria em uma única onda migratória, há menos de 23 mil anos. Os migrantes teriam inicialmente ficado entre o Alasca e a Sibéria oriental durante 8 mil anos, antes de seguirem seu caminho e se dividirem entre as duas Américas.

Área da confluência das geleiras Silverthrone e Klinaklini na Columbia Britânica dá uma ideia de como devia ser o terreno sobre o qual viajaram os nativos americanos (Foto: David J. Meltzer/Divulgação)
O professor de arqueologia genética do Instituto Max-Planck, Johannes Krause, descreveu a semelhança genética entre os habitantes da Amazônia e grupos do Sudeste Asiático como uma sensação. "No começo não podia acreditar", disse o professor do instituto alemão. "O sinal genética é muito elevado."

Segundo Krause, a questão decisiva é qual dos dois grupos veio pela primeira vez à América, algo que será determinado por novos estudos genéticos.

Agradecimentos ao amigo Elson Antonio Gomes pela dica.

Fontes: Brasil Soberano e G1

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