Escavação na Itália encontra túmulo de menina Bruxa


Segundo uma matéria publicada no site Caixa de Pandora, uma escavação realizada no norte da Itália revelou o que seriam os restos mortais de uma "menina Bruxa", sepultada a 1,6 mil anos. A cova da jovem foi encontrada no complexo de San Calocero em Albenga na Riviera da Ligúria. Estima-se que ela tinha 13 anos na época em que foi enterrada.

Existe naquela região uma história bem popular que fala de uma menina bruxa, e os arqueólogos acreditam que encontraram os restos da jovem que deu origem a lenda, pois os restos mortais recém encontrados haviam sido enterrados de bruços, o que representa que essa pessoa não era bem vista pela sociedade.

Os cientistas do instituto de pesquisa do Vaticano acreditam que a adolescente havia sido sepultada no final da Antiguidade, ou no início da Idade Média, entre os séculos 4 e 5, mas ainda é necessário realizar o exame de carbono 14, para confirmar essa informação.

Segundo o arqueólogo Stefano Roascio, enterrar uma pessoa de bruços era um costume que significava punição e tinha como objetivo evitar que o morto se levantasse da cova. “O que o falecido fez não era aceito pela comunidade”, explicou ele. O hábito estava ligado à crença de que a alma do falecido saía pela boca.

A posição dos ossos da menina-bruxa indica que sua morte não foi violenta e que ela estava mesmo morta quando foi enterrada. Sim: em alguns casos, uma pessoa que tivesse feito algo condenável pela comunidade era colocada sob a terra ainda viva.

Além de mostrar que a morte da “menina-bruxa” não foi assim tão horrorosa, a ossada dá pistas de o que ela pode ter feito de tão grave. Conforme observado pela antropologista Elena Dellù, o crânio e as cavidades dos olhos da adolescente tinham uma aparência muito porosa, indicando que ela pode ter sofrido com uma anemia severa.

Assim, as “bruxarias” da menina que tanto assustaram a comunidade da época eram, provavelmente, sua palidez, alguns hematomas e os desmaios frequentes, todos sinais de uma dieta pobre em ferro.

Curiosamente, seu enterro desrespeitoso foi encontrado em uma área privilegiada, em frente da igreja.

Enterros de bruços

De acordo com Caroline Arcini, do Conselho Nacional do Patrimônio da Suécia, enterros de bruços não são tão raros quanto pode parecer e têm ocorrido em todo o mundo a partir de 26 mil anos atrás até o início do século 20.

O autor do primeiro estudo global sobre este tipo de prática, Arcini já registrou mais de 600 corpos que haviam sofrido esse tipo de sepultamento em 215 túmulos. Tais dados sugerem que o fenômeno é "um ato consciente, uma forma profunda do comportamento humano que ocorre em todas as culturas e religiões", disse Arcini.


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Comentários

  1. Uma criança pagando pela falta de mentalidade de algumas pessoas.

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  2. Uma criança inocente vítima de monstros, talvez cristãos e sem nenhuma lei que a protegesse, como isso era comum antigamente. E ainda tem gente que acha que ''tudo antigamente era melhor''.

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