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O massacre de Dunblane


Olá meus caros amigos e amigas, hoje eu volto a falar de um massacre ocorrido em uma escola. Dessa vez o ataque aconteceu na cidade de Dunblane, Escócia, naquele que ficou conhecido como Massacre de Dunblane. Venham comigo conhecer mais um pouco sobre essa trágica história estudantil.

O Massacre de Dunblane

O massacre de Dunblane foi um múltiplo assassinato seguido de suicídio, que ocorreu em Dunblane Primary School, na cidade escocesa de Dunblane em 13 de março de 1996.

Dezesseis crianças e um adulto foram mortos, além do agressor, Thomas Watt Hamilton que se suicidou com um tiro. Esse continua a ser o mais mortífero ataque a crianças na história do Reino Unido.

Curso dos acontecimentos

Em 13 de Março de 1996, o ex-comerciante e ex-líder dos escoteiro Thomas Watt Hamilton (nascido Thomas Watt em 10 de maio de 1952) entrou na escola armado com duas pistolas Browning e dois revólveres Magnum 357 Smith & Wesson. Ele estava transportando 743 cartuchos, e disparou 109 vezes.

Depois de conseguir entrar na escola, Hamilton fez o seu caminho para o ginásio e abriu fogo contra uma classe com crianças de cinco e seis anos de idade. Quinze crianças e uma professora, Gwen Mayor, morreram no local.


Hamilton, em seguida, deixou o ginásio pela saída de emergência. No parque infantil ele disparou uma série de tiros em direção a uma sala de aula móvel. O professor que estava nessa sala de aula, já tinha percebido que algo estava errado e disse às crianças para se esconder debaixo das mesas.

Um grande número de furos de bala foram encontrados nas classes escolares das crianças.

Ele também disparou contra um grupo de crianças que caminhavam em um corredor, ferindo um professor. Hamilton voltou para a academia e disparou um tiro com um de seus revólveres, apontando para o céu da sua boca, o que resultou em morte instantânea.

Onze crianças e três adultos foram levados para o hospital logo que os serviços de emergência chegaram, uma dessas crianças foi declarada morta na chegada ao hospital.

Lista dos mortos

  • Victoria Elizabeth Clydesdale
  • Emma Elizabeth Crozier
  • Melissa Helen Currie
  • Charlotte Louise Dunn
  • Kevin Allan Hasell
  • Ross William Irvine
  • David Charles Kerr
  • Mhairi Isabel MacBeath
  • Brett McKinnon
  • Abigail Joanne McLennan
  • Gwen Mayor (professora)
  • Emily Morton
  • Sophie Jane Lockwood Norte
  • John Petrie
  • Joanna Caroline Ross
  • Hannah Louise Scott
  • Megan Turner

Sobrevivente famoso

Tenista britânico Andy Murray era um aluno na escola no momento do massacre, mas estava em uma turma um ano mais avançada a turma que foi atacada de Hamilton.

Os motivos do criminoso

Não se conhecem os motivos, ou o motivo que levou Hamilton a cometer tal ataque, embora acredite-se que tenha haver com o comportamento suspeito do mesmo, algo que chegou a ser relatado a polícia, em relação aos meninos. Tal fato teria afastado Hamilton do trabalho junto aos escoteiros.

Haviam forte suspeitas, anteriores aos massacre, de comportamento pedófilo do agressor. Algumas acusações chegaram a serem feitas, houve, inclusive, um caso em que Hamilton havia tirado fotos de meninos quando esses trocavam de roupa.


Essas acusações, embora não tenham levado Hamilton a juri, foram suficiente para causar o colapso da sua loja. Hamilton havia tentado sem sucesso abrir um novo grupo de escoteiros, mas ele alegava que estava sendo perseguido por membros da comunidade local e da polícia, segundo relato de Michael Forsyth.

Em 19 de março de 1996, apenas seis dias após o incidente, o corpo de Thomas Hamilton foi cremado. O ginásio onde ocorreu o massacre foi demolido no dia 11 de abril de 1996, e após dois anos toda a escola foi reconstruída, numa tentativa da sociedade local de amenizar as marcas da tragédia que aconteceu no local.


Teorias da conspiração

Desde o massacre, foram levantadas questões sobre as ações da Polícia Central da Escócia, no caso, e inúmeras teorias da conspiração surgiram na Internet, alegando o envolvimento no massacre por parte da Maçonaria, George Robertson, MI6, os apoiadores da petição Snowdrop e organizações terroristas da Irlanda do Norte.

Essas teorias foram impulsionadas pela "restrição de 100 anos" sobre a publicação das partes do Inquérito Cullen a respeito do massacre. O levantamento parcial das restrições à 03 de outubro de 2005, suprimiu algumas das teorias mais bizarras. Um dos pais das vítimas, que leu a versão completa de todos os documentos antes de serem liberados, concluiu que não havia nenhuma evidência de uma conspiração, mas eles incluem alguma informação sensível. Sites de conspiração falando de Dunblane ainda persistem na web.

Sandra Uttley, que era paramédica na época do massacre de Dunblane, argumenta em seu livro "Dunblane insepulto", que a Polícia Central da Escócia era mais culpada no caso do que foi oficialmente admitido.

Atividade policial

Antes dos acontecimentos de 13 de março de 1996, Hamilton já era bem conhecido da Polícia Central da Escócia. Haviam uma série de investigações e relatórios compilados, o número exato e o conteúdo não pode ser verificado uma vez que ainda não foram disponibilizadas informações exatas a respeito por parte da polícia. No entanto, alguns envolvimento da polícia com Hamilton são conhecidos.

Em outubro de 1994, Hamilton foi advertido por policiais em Calton Hill, Edimburgo, quando ele foi encontrado com as calças para baixo em uma "posição comprometedora" com um jovem.

Em 1991, após o acampamento de verão em que Hamilton conduziu as crianças que faziam parte do seu grupo, reclamações foram feitas à Polícia Central da Escócia e foram investigados pela Unidade de Proteção da Criança. Hamilton foi relatado ao Procurador Fiscal para apreciação de 10 acusações, incluindo agressão, obstruindo a polícia e violação das Crianças e Jovens. Apesar das acusações nenhuma ação foi tomada.

Esses aspectos geram, com razão, revolta em meio a população local após o massacre, afinal os órgãos de segurança haviam recebido denuncias a respeito de Hamilton e não tomaram nenhuma medida contra ele. Essa abordagem inexplicavelmente branda, é usada como argumento para sustentar algumas hipóteses das teorias da conspiração relacionadas ao caso.

O Assassino

Thomas Watt Hamilton nasceu em 10 de maio de 1952, em Glasgow, na Escócia. Sua mãe, uma camareira de hotel, estava divorciada de seu pai no momento em que Hamilton nasceu. Hamilton nunca conheceu seu pai e cresceu com os pais adotivos de sua mãe, acreditando que eles eram seus pais biológicos. Eles o adotaram legalmente quando Hamilton tinha apenas 2 anos de idade. Até os 22 anos de idade ele achava que sua mãe biológica era sua irmã, até que enfim ele soube da verdade.


Quando criança Hamilton sempre fora um bom aluno, com boas notas e bom comportamento. Mesmo muito novo ele já havia engajado em um clube de tiros e fazia parte dos Escoteiros. Aos 20 anos ele tornou-se líder assistente do grupo Boy Scouts clube, do qual ele foi expulso em 1974 por comportamento inadequado. Denúncias da época diziam que Hamilton encorajava os garotos a atirarem com armas de fogo.

Hamilton era um solitário, nunca tendo formado qualquer relações mais estreitas com adultos de ambos os sexos, ele parecia particularmente desconfortável com as mulheres. As pessoas que o conheciam o descrevem como enganoso, intolerante e que sofre de delírios de grandeza. Ele era abusivo e dominador.

Fonte: Murderpedia e Bio True Story

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